História da Grande Loja Maçônica no Japão

Sendo o Japão separado do continente asiático por água, sua civilização se desenvolveu em relativo isolamento em dias pré-modernos. A influência cultural do exterior gradualmente atingiu o país, principalmente através dos países vizinhos, China e Coreia. Os primeiros ocidentais a chegar ao Japão eram comerciantes portugueses que desembarcaram em Tanegashima, uma pequena ilha ao sul do Japão em 1543. Posteriormente, pessoas de outras nacionalidades chegaram. Como o xogunato então governante ficou preocupado com a crescente influência estrangeira sobre o seu povo. Em 1639 ele praticamente isolou o país do resto do mundo, condição esta que durou mais de dois séculos, até 1854. Nestas circunstâncias só protestantes holandeses e chineses não-cristãos estavam autorizados a fazer negócios com o Japão.

Em 16 de janeiro de 1957, a Loja Moriahyama nº 134 aprovou uma resolução convocando uma convenção para considerar a formação de uma Grande Loja do Japão. Uma reunião da Grande Loja Distrital foi realizada em 26 de janeiro de 1957. Devido à resolução aprovada pela Loja Moriahyama, e a convocação da convenção emitida pelo Venerável daquela Loja, esse foi o principal tema de discussão. A convenção foi convocada para 16 de fevereiro, 1957, a ser realizada no Tokyo Masonic Building. Cada Loja foi convidada a enviar quatro delegados, com autoridade para agir em nome de suas Lojas. Além disso, cada Loja devia discutir a resolução em sua próxima reunião e votar favorável ou desfavoravelmente, conforme fosse o caso.

A Grande Loja das Filipinas foi notificada imediatamente sobre cada evento à medida que eram realizados e foi informada de que uma convenção deveria ser realizada em 16 de fevereiro de 1957 em Tóquio. Na Convenção, dezesseis lojas estavam representadas, das quais onze lojas informaram que seus membros tinham aprovado por unanimidade a resolução. Na convenção realizada em 16 de março, mais quatro lojas aprovaram a resolução por unanimidade; portanto, quinze das dezesseis lojas foram a favor da formação imediata da Grande Loja do Japão. A Grande Loja das Filipinas foi efetivamente informada sobre todas as transações por escrito, para impedir que recebesse  quaisquer dados imprecisos através de canais não oficiais

Na Comunicação Anual da Grande Loja das Filipinas em Abril de 1957, foi apresentada uma moção ao Grande Secretário, de que (1) a Grande Loja das Filipinas estendia o reconhecimento à Grande Loja do Japão, (2) a Grande Loja de Filipinas ajudaria a Grande Loja do Japão a obter o reconhecimento das Grandes Lojas com as quais ela estava em Comunicação Fraternal, e (3) o Grão-Mestre das Filipinas com tais Grandes Oficiais que ela considerasse necessários, iria ao Japão para instalar os Oficiais da Grande Loja do Japão.

A delegação do Japão foi recebida e reconhecida como delegados das lojas subordinadas na Convenção; no entanto, quando chegou o momento da votação dos Oficiais da Grande Loja para o ano seguinte, foi determinado pela Grande Loja, que, como eles eram membros da Grande Loja do Japão, não poderiam qualificar-se para votar. Isso, na opinião deles era o mesmo que o reconhecimento informal da Grande Loja do Japão.

A Grande Loja do Japão foi instituída em 1o. de Maio de 1957. Até o final daquele ano, sete Grandes Lojas reconheceram a Grande Loja do Japão e pelo menos outras dez Grandes Lojas estavam em comunicação fraternal com a Grande Loja do Japão. O Rito Escocês e Corpos do Rito de York estavam aceitando Mestres Maçons das lojas subordinados sob a jurisdição da Grande Loja do Japão. Como a Grande Loja do Japão estava prestes a ser instituída, em 16 de março de 1957, a Loja Far East No. 124 devolveu sua carta constitutiva à Grande Loja das Filipinas e recebeu sua nova carta constitutiva naquela data.

Texto: https://bibliot3ca.com/um-breve-historico-da-maconaria-no-japao/

(source:  http://www.grandlodgeofjapan.org/)

Revista Bibliot3ca – Leitura selecionadas do editor chefe J. Filardo

Tradução : José Filardo

Foto : Internet

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