Artigo 5: Os Templários e as Cruzadas – Parte 2 – Continuação – Tio Augusto Leandro Rocha da Silveira

Ao chegar na Antioquia em março, Luís, não possuía mais dinheiro, precisando se valer de empréstimos para continuar a cruzada. O que o levou a desistir da retomada de Edessa, optando por levar seus homens para Jerusalém, através de Trípoli, e em paralelo, Everardo de Acres estava em Acre obtendo fundos com os Templários para levar a cabo a expedição francesa.

No ano de 1148, mais especificamente no dia 24 de junho, lordes e líderes militares, presentes em Outremer participaram de um concílio em Acre, presidido por Balduíno III, rei de Jerusalém, contando com a presença também de Templários, Hospitalários, os reis da França e da Alemanha.

Apesar de Zengi estar morto, seu filho Nur al-Din controlava Alepo, ao norte da Síria, no caminho de Edessa. E após, várias discussões, ficara acertado pelas tropas investirem contra a cidade de Damasco.

Destarte, a Segunda Cruzada saiu da Galileia para Damasco em fins de julho de 1148; Ficando à cargo de Luís e Conrado atacarem a muralha a leste, local onde havia mais espaço para uma divisão de suas pesadas cavalarias; porém, a muralha neste ponto era mais alta, além de estar localizada numa área deserta sem água, e com o tempo, as tropas tiveram que recuar.

Sem enfrentar uma batalha sequer, a Segunda Cruzada foi derrotada, ocasionando uma vergonhosa situação; e para piorar, seis anos após, Damasco foi tomada por Nur al-Din, que unificou o poder muçulmano.

As consequências no Ocidente foram as piores possíveis, já que foram lideradas por figuras emblemáticas para a época, dentre elas, São Bernardo de Claraval, os reis da França e da Alemanha.

Como observamos, a Segunda Cruzada foi um fracasso, o que expôs à críticas, principalmente na Alemanha os Templários, dando início a sentimentos de insatisfação em relação à Ordem.

Na próxima semana, trataremos de um tema muito interessante, qual seja, o Poder dos Templários e suas inovações no panorama histórico.

Como dica de leitura, deixaremos, o livro A História das Cruzadas de Steven Runciman, editado no Brasil pela Editora Rocco em três volumes, representando uma das mais completas história das cruzadas já escritas.

E ainda, como questão para reflexão: Por que a Segunda Cruzada não deu certo? Quais fatores levaram à completa derrota?

ADVOGADO ESPECIALISTA EM RESPONSABILIDADE CIVIL MÉDICA.   
LICENCIADO EM FILOSOFIA. 
MEMBRO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIA RAIMUNDO LÚLIO “RAMON LLULL” – IBFCRL.
MEMBRO DA SOCIÉTÉ INTERNATIONALE POUR L´ÉTUDE DE LA PHILOSOPHIE MÉDIÉVALE – SIEPM.
MIEMBRO DE LA SOCIEDAD DE FILOSOFÍA MEDIEVAL – SOFIME ESPAÑA.
MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS CLÁSSICOS – SBEC.
MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA FILOSOFIA MEDIEVAL – SBEFM.
Foto: Internet

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